JOSÉ FERNANDO MACHADO MENTEN
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VALDOMIRO SHIGUERU MIYADA
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BERNARDO BERENCHTEIN
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1Professor Titular – Departamento de Zootecnia – ESALQ/USP – Piracicaba, SP
2Zootecnista – Aluno de Pós-Graduação – ESALQ/USP – Piracicaba, SP
1. Introdução
A energia tornou-se, no cenário atual, um fator fundamental para o desenvolvimento dos países, haja vista a dependência no emprego de tecnologias promotoras do desenvolvimento socioeconômico local. Entretanto, do total da energia consumida em todo o mundo, cerca de 90% provém de fonte fóssil, sendo esta esgotável. Com isso, vislumbra-se cada vez mais a necessidade em se pesquisar e desenvolver novas fontes alternativas de energia, tal como o biodiesel, como forma de ampliar e diversificar a oferta energética, de maneira ambientalmente sustentável (Sousa et al., 2006).
O biodiesel é definido como um mono-alquil éster de ácidos graxos, derivado de fontes renováveis, tais como óleos vegetais e gorduras animais, obtido através de um processo de transesterificação de óleos vegetais com álcoois (metanol ou etanol) através da catálise básica, utilizando o hidróxido de sódio ou potássio como catalisadores ou ainda pela esterificação desses materiais na presença de catalisadores ácidos, na qual ocorre a transformação de triglicerídeos em moléculas menores de ésteres de ácidos graxos, e tendo como subproduto a glicerina bruta, com teores de glicerol variando de 80 a 95 % (Ramos et al., 2000).
Em linhas gerais, o esquema de produção do biodiesel é apresentado na Figura 1. No processo industrial de produção do biodiesel, é utilizada uma quantidade de álcool em excesso para a ocorrência da reação. Ao final do processo ocorre a separação entre a fase dos ésteres de ácidos graxos, que constitui o biodiesel, e a fase aquosa, que consiste da glicerina bruta, contendo o excesso de álcool não reagido assim como água e outras
impurezas. Este álcool não reagido é recuperado ao final do processo e reutilizado, havendo a sobra de um resíduo de álcool na glicerina bruta. Nas plantas de produção de biodiesel no Brasil, o álcool utilizado é o metanol, assim como o catalisador mais utilizado é o hidróxido de sódio. Desta forma, existe também um resíduo de sódio na glicerina bruta gerada neste processo.
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